Bispo

Dom Lindomar Rocha Mota

Lema Episcopal: “Gratia et Pax multiplicetur” (Graça e Paz abundantemente – 2Pd 1,2)
Nascimento: 20/11/1971
Ord. Presbiteral: 26/07/1998
Nomeação Episcopal: 22/01/2020
Ord. Episcopal: 14/03/2020
Início do serviço pastoral: 16/05/2020

Nomeado pelo Papa Francisco bispo da Diocese de São Luís de Montes Belos (GO), no dia 22 de janeiro de 2020, Dom Lindomar Rocha Mota é proveniente do clero da Arquidiocese de Diamantina (MG). Dom Lindomar foi ordenado sacerdote em 1998, por dom Paulo Lopes de Faria. Possui mestrado em teologia pelo Pontifício Instituto Teresianum de Roma. O bispo também é mestre e doutor em filosofia moderna pela Universidade Gregoriana e pós-doutor em direitos humanos e democracia pelo Ius Gentium Conimbrigae de Coimbra.

Na Arquidiocese de Diamantina, foi membro dos conselhos presbiteral, econômico, dos consultores e coordenador do V Sínodo Arquidiocesano. Natural de Arataca (BA), nasceu em novembro de 1971, filho de Josué Rocha e Vitória Farias, cursou filosofia no ITI e teologia no Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, em Diamantina e Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, em Roma.

Pastoralmente, Dom Lindomar foi reitor do Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus, diretor espiritual, chanceler do arcebispado, diretor do Instituto de filosofia e teologia do Seminário, vigário paroquial da Catedral e da Paróquia São Judas Tadeu, pároco na Paróquia de São José. Entre os anos de 2003 e 2007 prestou serviço à CNBB como assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé. Era pároco na Paróquia de Santo Antônio, em Curvelo, diretor da Faculdade Arquidiocesana de Curvelo e professor da PUC Minas, até a sua nomeação.

No Regional Centro Oeste, Dom Lindomar foi o bispo referencial para os seminários e Diáconos permanentes. Atualmente é o Referencial para a comunicação. Na CNBB, é um dos bispos responsáveis por acompanhar o Colégio Pio Brasileiro em Roma.

Dom Lindomar é autor de inúmeros artigos e dos seguintes livros: Teoria do direito e conflitos jurídicos; Religião e Cultura; Crer e saber no criticismo de Kant; A tolerância como a primeira virtude da Democracia; Justiça e Equidade; Aristóteles e Kant: os dois máximos sistemas do conhecimento; A simplicidade do Evangelho.

chapéu e as borlas: o chapéu do peregrino em verde escuro, com as borlas, é um emblema comum no brasão dos Bispos. As seis borlas são sinais da continuidade na comunhão hierárquica e representação apostólica. No brasão do Bispo são seis de cada lado.

Cruz e o Báculo, justapostos, indicam a configuração ao Bom Pastor, que é Cristo. Aqui, este símbolo é inspirado naquele do Arcebispo de Diamantina, que, através da sagração, transmite ao novo Bispo a tradição apostólica.

No escudo estão os símbolos que representam minha jornada e compreensão pessoal da fé.

Cruz prateada, ao Centro, remonta ao fato definitivo da vida cristã! O sacrifício de Cristo é origem dos fatos mais significativos da história da humanidade e da Igreja. A Cruz divide a história entre o desafio da morte e o triunfo da vida. Ela liga, através do amor ilimitado, o sofrimento do martírio com a esperança de todos os homens e mulheres, irmãos e irmãs de nossa caminhada.

cor vermelha, no lado esquerdo de escudo, é a representação do martírio de Cristo e de todos os Santos da Igreja.

Na parte superior, a esquerda do escudo, ainda sob o vermelho do martírio, a Flor de Liz, como o símbolo Mariano, nos apresenta a flor mais bela e nobre que foi preparada para perpassar a vida de Cristo e dos cristãos. Maria é a flor que nasce e floresce no momento mais duro da história. A Flor de Liz, rememora também o centro do brasão da diocese de São Luís de Montes Belos, para a qual o Bispo foi designado.

verde, no lado direito, simboliza a esperança nascida daquele grande acontecimento que foi a autodoação de Cristo. Neste novo tempo as coisas são transformadas no mundo: Os cegos enxergam, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres (Mt 11,4-5). A Paz é oferecida a todos, e feliz é quem não se escandaliza com ela.

A arvore, também prateada, é o resultado do evento Cristo. A Cruz que floresce em todos os seguidores do Senhor, nas inúmeras comunidades de fé, na Igreja espalhada pelo mundo e da qual, também nós, somos parte importante. A árvore deve continuar florindo e gerando novas sementes e ramos, sem se esquecer de sua origem e de onde vem a sua vitalidade. A arvore da vida toca a Cruz ao centro e se unirá cada vez mais a ela.

Lema, retirado da segunda Carta de São Pedro 1,2, descreve os bens maiores que os filhos de Deus procuram: Gratia et pax multiplicetur (Graça e paz abundantemente). Sendo, cada sacerdote, um distribuidor da Graça de Deus, ele deve se esforçar para manter o coração aberto no acolhimento a todos. Distribuindo com abundância e com generosidade os bens recebidos de Deus: de graça recebestes, de graça deveis dar (Mt 10,8). A Paz, dom maior que se reforça após a Ressureição do Senhor, reflete o testemunho de Fé daqueles que vivem sem medo, porque a morte foi vencida. Saudação dada nas primeiras horas da Ressurreição: Pax vobis (Jo 20,19), ilumina o caminho da Igreja, e é obrigação de cada cristão oferecê-la com generosidade. Afinal, se Cristo não ressuscitou vã é a nossa fé (1Cor 15,14).

Gratia et pax multiplicetur (2Pd 1,2)

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