{"id":9631,"date":"2020-05-06T15:18:00","date_gmt":"2020-05-06T18:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/?p=9631"},"modified":"2020-06-12T15:18:27","modified_gmt":"2020-06-12T18:18:27","slug":"movimento-cursilho-de-cristandade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/05\/06\/movimento-cursilho-de-cristandade\/","title":{"rendered":"MOVIMENTO CURSILHO DE CRISTANDADE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Assessor:<\/strong> Pe. Carlos Arantes de Gouv\u00eaa<br \/>\n<strong>Coordenador:<\/strong> Rog\u00e9rio Garcia<\/p>\n<dl class=\"sc-accordions\"><dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>Conhecer nosso passado para plantar nosso futuro<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>Todos sabemos que conhecer a hist\u00f3ria do Movimento de Cursilhos de Cristandade \u00e9, para seus integrantes, um imperativo sem o qual n\u00e3o seria poss\u00edvel reconhecermos nossa pr\u00f3pria identidade, atualiz\u00e1-la e mant\u00ea-la, al\u00e9m de, fazendo mem\u00f3ria do passado, viver intensamente o presente e enfrentar com confian\u00e7a o futuro.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do MCC, entretanto, n\u00e3o deve ser concebida como uma s\u00e9rie de datas, acontecimentos e pessoas, e sim como a explica\u00e7\u00e3o das ideias, atitudes, convic\u00e7\u00f5es e op\u00e7\u00f5es pastorais que, num dado momento, deram origem ao Movimento. Isso nos permitir\u00e1 compreender a ess\u00eancia e a finalidade do MCC. Por isso precisamos conhecer as circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas que, revelando certos problemas e a necessidade de solucion\u00e1-los, originaram certas op\u00e7\u00f5es e certos conceitos b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso levar em conta a situa\u00e7\u00e3o que a Espanha vivia na d\u00e9cada de 40 para entender os antecedentes do MCC. Em termos pol\u00edticos e econ\u00f4micos, a sociedade espanhola tentava, em meio a inseguran\u00e7as e incertezas, reconstruir-se depois de tr\u00eas anos de guerra civil. No que dizia respeito \u00e0 religi\u00e3o, o cristianismo era, sim, a religi\u00e3o oficial, mas a sociedade era s\u00f3 \u2018aparentemente\u2019 e n\u00e3o \u2018autenticamente\u2019 crist\u00e3.<\/p>\n<p>A A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, amplamente difundida no pa\u00eds, queria promover maior autenticidade e implicar os leigos na vida da Igreja. Com esse objetivo, a se\u00e7\u00e3o de jovens, a Juventude da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Espanhola (JACE), retomou um projeto anterior \u00e0 guerra civil: realizar uma grande peregrina\u00e7\u00e3o de jovens a Santiago de Compostela, dali a alguns anos, isto \u00e9, em 1948.<\/p>\n<p>O Conselho Diocesano dos Jovens da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica de Maiorca era muito ativo e participou intensamente das atividades de prepara\u00e7\u00e3o dessa peregrina\u00e7\u00e3o, principalmente atrav\u00e9s dos chamados \u201cCursillos de Adelantados\u201d e \u201cCursillos de Jefes de Peregrinos\u201d. Havia l\u00e1 um grupo de jovens bem formados, com atitudes e crit\u00e9rios comuns, com not\u00e1vel inquietude apost\u00f3lica e uma clara insatisfa\u00e7\u00e3o diante das op\u00e7\u00f5es pastorais vigentes.<\/p>\n<p>N\u00e3o resta d\u00favidas de que os Cursilhos foram fruto da inspira\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, acolhida e compartilhada por um grupo de pessoas entre as quais se destacaram Eduardo Bonn\u00edn, um leigo; alguns sacerdotes como Mons. Sebasti\u00e1n Gay\u00e1; e o ent\u00e3o bispo de Maiorca, Mons. Juan Herv\u00e1s. Esse grupo desenvolveu o que hoje podemos chamar de \u2018uma nova forma de evangelizar\u2019 (principalmente os afastados de Deus e da Igreja), que posteriormente se denominou Cursilhos de Cristandade.<\/p>\n<p>Entre os anos de 1944 e 1949 foi feito um intenso trabalho de estudo, reflex\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o. Foram tomados elementos dos Cursilhos j\u00e1 existentes na A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, adaptando-se seu m\u00e9todo para uma nova finalidade. A semente plantada pelo Esp\u00edrito Santo florescia em algo novo que chegava a todos, e permitia que o conte\u00fado essencial do cristianismo fosse captado em toda a sua intensidade, inclusive por aqueles que viviam \u00e0 margem da religi\u00e3o.<\/p>\n<\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>O in\u00edcio do movimento<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>Enquanto se realizavam os primeiros Cursilhos, ia tomando forma um Movimento com uma s\u00e9rie de elementos distintivos:<\/p>\n<ul>\n<li>um grupo de pessoas que compartilhavam uma mentalidade;<\/li>\n<li>uma finalidade clara que era dinamizar a vida crist\u00e3;<\/li>\n<li>um m\u00e9todo eficaz para conseguir essa finalidade;<\/li>\n<li>um m\u00ednimo de organiza\u00e7\u00e3o e estrutura;<\/li>\n<li>uma mentalidade que adquiria forma e se tornava a pedra angular desse Movimento;<\/li>\n<li>a percep\u00e7\u00e3o da realidade de um mundo que dava as costas a Deus;<\/li>\n<li>uma vida que havia deixado de ser efetivamente crist\u00e3;<\/li>\n<li>a conclus\u00e3o de que isso exigia uma nova resposta evangelizadora que renovasse o mundo a partir de dentro;<\/li>\n<li>a convic\u00e7\u00e3o ardente de que um mundo novo exigia homens e mulheres transformados e de que o mundo era lugar da salva\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>a cren\u00e7a de que o cristianismo continha a solu\u00e7\u00e3o para a problem\u00e1tica do homem e do mundo;<\/li>\n<li>a certeza de que era poss\u00edvel para qualquer pessoa, inclusive para os afastados, tornar vida o cristianismo e transformar-se em ap\u00f3stolos que transformariam os ambientes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir dessa mentalidade, estabeleceu-se uma nova forma de evangelizar:<\/p>\n<ul>\n<li>que partisse da realidade concreta das pessoas;<\/li>\n<li>que lhes apresentasse e possibilitasse viver o fundamental crist\u00e3o;<\/li>\n<li>que as lan\u00e7asse a um apostolado nos ambientes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>E foi dessa mentalidade que surgiu o m\u00e9todo estrat\u00e9gico que caracterizaria o Movimento.<\/p>\n<p>Iniciado na d\u00e9cada de 40, o MCC foi-se tornando vida na diocese de Maiorca, consolidando-se nos anos seguintes (1949-1954). Foram realizados v\u00e1rios Cursilhos, foram constatados seus bons resultados, comprovou-se que o Movimento realmente podia trazer uma solu\u00e7\u00e3o universal \u00e0 a\u00e7\u00e3o evangelizadora, pois se apresentava como uma resposta a diferentes pessoas (jovens e adultos, pr\u00f3ximos ou distantes da religi\u00e3o) e a diferentes realidades sociais.<\/p>\n<p>Criaram-se suas estruturas b\u00e1sicas, como a Escola de Respons\u00e1veis que tinha um papel determinante; foram estabelecidos caminhos de seguimento no P\u00f3s-cursilho, como as Reuni\u00f5es de Grupo e as Ultreias; e criou-se o Secretariado Diocesano como estrutura de servi\u00e7o espec\u00edfica e particular.<\/p>\n<\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>A expans\u00e3o do movimento<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>De Maiorca o MCC se difundiu, a partir de 1953, por toda a Espanha, fosse por iniciativas pessoais, fosse pelas atividades do Conselho Nacional da JACE. A transfer\u00eancia de D. Juan Herv\u00e1s para a Diocese de Ciudad Real, em 1955, e a publica\u00e7\u00e3o, em 1957, da carta pastoral de sua autoria \u2013 \u201cCursilhos de Cristandade, Instrumento de Renova\u00e7\u00e3o Crist\u00e3\u201d \u2013 foram fatores determinantes para a aceita\u00e7\u00e3o do MCC e sua difus\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n<p>Muitos leigos e sacerdotes que participavam do MCC em diversas dioceses da Espanha, entusiasmados com seu potencial evangelizador acabavam por lev\u00e1-lo aos pa\u00edses latino-americanos. O primeiro pa\u00eds a receber o Cursilho foi a Col\u00f4mbia, atrav\u00e9s da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica \u2013 l\u00e1 celebrou-se n\u00e3o s\u00f3 o primeiro Cursilho fora da Espanha, mas, tamb\u00e9m, o primeiro Cursilho de Mulheres, em 1953.<\/p>\n<p>Em poucos anos o movimento foi-se difundindo por toda a Am\u00e9rica do Sul e, a partir dos EUA, pa\u00eds onde o primeiro Cursilho se realizou em 1957, come\u00e7ou a difundir-se entre os pa\u00edses de l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p>Em toda a Am\u00e9rica o MCC se desenvolvia com muita vitalidade, mobilizava grande quantidade de pessoas e grupos, produzia inser\u00e7\u00e3o na pastoral diocesana e fermenta\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica de ambientes.<\/p>\n<p>A partir da Espanha o MCC chegou \u00e0 Europa Ocidental onde se desenvolveu ativamente, o mesmo acontecendo na \u00c1sia e na Oceania. Um novo impulso se deu quando, a partir da \u00c1ustria, o MCC chegou aos pa\u00edses do leste europeu e quando, embora de forma mais limitada, come\u00e7ou a atingir alguns pa\u00edses da \u00c1frica.<\/p>\n<\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o de estruturas formais<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>\u00c0 medida que se expandia em n\u00edvel mundial, eram estabelecidas, tamb\u00e9m, suas estruturas b\u00e1sicas de servi\u00e7o que eram e s\u00e3o as que realmente d\u00e3o forma ao MCC como tal.<\/p>\n<p>Como primeira e mais necess\u00e1ria estrutura organizativa, apareceram os Secretariados Diocesanos, meio de vincula\u00e7\u00e3o com a Igreja Diocesana e com o Bispo. Nasceram tamb\u00e9m, como consequ\u00eancia da necessidade de coordenar a unificar a vida do MCC no pa\u00eds, os Secretariados Nacionais, com a aprova\u00e7\u00e3o das Conferencias Episcopais. O primeiro deles foi criado no M\u00e9xico, em 1961 e, a partir de 1962, foram criados os da Venezuela, Espanha, Portugal, Brasil e muitos outros.<\/p>\n<p>Esse processo de expans\u00e3o mundial do MCC, na d\u00e9cada de 60, mostrou a necessidade de liga\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o entre os diversos Secretariados Nacionais. Celebraram-se em diversos lugares reuni\u00f5es e encontros internacionais que determinaram a necessidade dos Grupos Internacionais. No 1\u00ba Encontro Latino-americano, celebrado em Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia, em 1968, surgiram as bases do primeiro Grupo Internacional que seria criado no 2\u00ba Encontro Latino-americano de 1970, em Tlaxcala, M\u00e9xico: o OLCC \u2013 Escrit\u00f3rio Latino-americano de Cursilhos de Cristandade.<\/p>\n<p>Em 1972, quando se realizou, na Espanha, um Encontro Mundial, criou-se o GET \u2013 Grupo Europeu de Trabalho. Diante da evidente necessidade de um Grupo de L\u00edngua Inglesa (GHI), criou-se esse grupo em 1973, constitu\u00eddo pelos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Norte, Europa, \u00c1sia e Oceania. Em 1983 os pa\u00edses da \u00c1sia e Oceania come\u00e7am a expressar a necessidade de criar seu pr\u00f3prio grupo e formaram o Grupo \u00c1sia-Pac\u00edfico (APG). Quando os pa\u00edses de l\u00edngua inglesa da Europa uniram-se ao GET, criou-se o NACG \u2013 Grupo Am\u00e9rica do Norte e Caribe.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos Encontros Internacionais, foram acontecendo diversos Encontros Mundiais, considerando-se o primeiro a 1\u00aa Ultreya Mundial, celebrada em Roma, It\u00e1lia, em 1966, com a presen\u00e7a do papa Paulo VI; o 2\u00ba foi celebrado em Tlaxcala, M\u00e9xico, em 1970; o 3\u00ba aconteceu em Maiorca, Espanha, em 1972; o 4\u00ba aconteceu em 1988 em Caracas, na Venezuela; o 5\u00ba foi em Seul, na Coreia, em1997; o 6\u00ba em S\u00e3o Paulo, Brasil, em 2005 e o 7\u00ba em Brisbane, na Austr\u00e1lia, em 2013.<\/p>\n<p>Os Grupos Internacionais existentes em 1980 \u2013 OLCC, GET, GHI \u2013 reunidos no 5\u00ba Encontro Interamericano, em S\u00e3o Domingos, Rep\u00fablica Dominicana, decidiram criar o OMCC \u2013 Organismo Mundial dos Cursilhos de Cristandade, como um organismo de servi\u00e7o, comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o, constitu\u00eddo pelos Grupos Internacionais do MCC. A partir da\u00ed, os Encontros Mundiais \u2013 4\u00ba, 5\u00ba, 6\u00ba e 7\u00ba \u2013 foram organizados pelo OMCC.<\/p>\n<\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>O reconhecimento can\u00f4nico do OMCC<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>Como uma das atividades do OMCC \u00e9 representar o MCC em n\u00edvel mundial, percebeu-se a necessidade de buscar seu reconhecimento can\u00f4nico na Santa S\u00e9. Apesar de contar com a aceita\u00e7\u00e3o e o reconhecimento pastoral em n\u00edvel mundial, na pessoa dos Papas Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II, o MCC n\u00e3o tinha reconhecimento can\u00f4nico explicito. Foi, ent\u00e3o, iniciado um processo de apresenta\u00e7\u00e3o de seus Estatutos junto ao PCL, Pontif\u00edcio Conselho para os Leigos e, finalmente, em 2004, o OMCC recebeu esse reconhecimento e a aprova\u00e7\u00e3o de seus estatutos.<\/p>\n<\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>MCC no Brasil<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\">\n<p>Foi o esp\u00edrito apost\u00f3lico de alguns sacerdotes e leigos da Miss\u00e3o Cat\u00f3lica Espanhola que fez com que, na Semana Santa de 1962, acontecesse em Valinhos, SP, o primeiro Cursilho de Cristandade do Brasil.<\/p>\n<p>Era de renova\u00e7\u00e3o e grandes esperan\u00e7as o clima que envolvia a Igreja. Enquanto em Roma o Conc\u00edlio Vaticano II caminhava para a sua segunda sess\u00e3o, no Brasil, come\u00e7ava a ser implementado, com entusiasmo, o Plano de Pastoral de Emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Embora profundamente marcado por suas origens e suas caracter\u00edsticas, o Movimento de Cursilhos encontrou terreno preparado para uma not\u00e1vel expans\u00e3o, pois eram muitas as iniciativas pastorais e os movimentos de renova\u00e7\u00e3o que se desenvolviam em quase todas as Dioceses e Par\u00f3quias do Brasil.<\/p>\n<p>Ao longo de sua hist\u00f3ria, o MCC do Brasil, distinguiu-se por seu esp\u00edrito renovador, fruto do trabalho desenvolvido, logo no in\u00edcio, pela extraordin\u00e1ria e din\u00e2mica figura de sacerdote e ap\u00f3stolo, Pe. Paulo Ca\u00f1elles, tragicamente falecido aos 45 anos de idade. Surgiram no seio do MCC do Brasil, lideran\u00e7as respeit\u00e1veis e respeitadas no mundo dos Cursilhos, que levaram a in\u00fameros Encontros Mundiais, Continentais e Nacionais reflex\u00f5es, sugest\u00f5es e experi\u00eancias que influenciaram substancialmente o seu desenvolvimento e progresso em todos aqueles n\u00edveis.<\/p>\n<p>Num outro momento significativo de sua hist\u00f3ria, o MCC do Brasil, demonstrando maturidade pastoral, sintonia eclesial, e compromisso com a Pastoral de Conjunto, deixou-se questionar pelo acontecimento e Documento de Puebla, em sua Assembleia Nacional de 1979, e assumiu \u201cintegral e incondicionalmente o esp\u00edrito e as diretrizes do Documento de Puebla na sua totalidade.\u201d<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o fez com que se buscasse uma revis\u00e3o ainda mais profunda em termos de Pr\u00e9-cursilho, Cursilho sobretudo de P\u00f3s-cursilho. Por mais de dez anos, e orientado pelo trabalho de P\u00f3s-cursilho apresentado no 5\u00ba Encontro Interamericano de Santo Domingo (1980), o MCC do Brasil esteve empenhado na implementa\u00e7\u00e3o de um P\u00f3s-cursilho em comunh\u00e3o ativa e efetiva com as Diretrizes Pastorais da Igreja no Brasil e com as orienta\u00e7\u00f5es de Puebla.<\/p>\n<p>Foi com esse esp\u00edrito que se buscou adaptar \u00e0 caminhada da Igreja no Brasil, n\u00e3o s\u00f3 os Esquemas das palestras ou \u201crollos\u201d do Cursilho, mas o esp\u00edrito e a pr\u00e1tica pastoral de todo o MCC. Assembleias e Encontros Nacionais, Assembleias Regionais e Diocesanas, enfim, todas as inst\u00e2ncias do Movimento foram constantemente mobilizadas para que essa adapta\u00e7\u00e3o e passasse da letra \u00e0 pr\u00e1tica. Esse empenho sempre constituiu a grande tarefa dos respons\u00e1veis do Movimento em todos os seus n\u00edveis, e explica porque o material relativo ao MCC, produzido pelo GEN, se renova periodicamente.<br \/>\nOutra demonstra\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o do Brasil ao MCC em n\u00edvel mundial, foi sua elei\u00e7\u00e3o, por parte dos pa\u00edses-membros do GLCC, como pa\u00eds-sede do OMCC no per\u00edodo de fevereiro de 2002 a fevereiro de 2006. Foi um per\u00edodo de longo e prof\u00edcuo trabalho que obteve, entre outras, duas grandes vit\u00f3rias: a de levar a cabo a aprova\u00e7\u00e3o por parte da Santa S\u00e9, atrav\u00e9s do Pontif\u00edcio Conselho para os Leigos, do Estatuto do pr\u00f3prio OMCC, atrav\u00e9s de um Decreto reconhecendo o MCC como Movimento Eclesial, e, ao final de 2005, a realiza\u00e7\u00e3o do 6\u00ba Encontro Mundial do MCC, evento previsto no mesmo Estatuto, durante o qual um grande n\u00famero de pa\u00edses onde existem Cursilhos e que t\u00eam um Secretariado Nacional, reuniu-se para refletir, discutir e decidir a caminhada do MCC em n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>Nesse 6\u00ba Encontro Mundial \u2013 a exemplo do que acontecera em Encontros Mundiais anteriores (1972 na Espanha e 1980 na Venezuela) \u2013 decidiu-se fazer a terceira edi\u00e7\u00e3o do livro b\u00e1sico do MCC: Ideias Fundamentais do Movimento de Cursilhos de Cristandade. Tamb\u00e9m nessa terceira edi\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 ocorrera com as demais, prestou o MCC do Brasil uma significativa colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/dd>\n<\/dl>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assessor: Pe. 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