{"id":9624,"date":"2020-05-06T15:02:00","date_gmt":"2020-05-06T18:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/?p=9624"},"modified":"2020-06-12T15:09:10","modified_gmt":"2020-06-12T18:09:10","slug":"pastoral-carceraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/05\/06\/pastoral-carceraria\/","title":{"rendered":"PASTORAL CARCER\u00c1RIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cAs alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias das pessoas de hoje, sobretudo das pobres e de todas aquelas que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias das disc\u00edpulas e disc\u00edpulos de Cristo.\u201d (Gaudium et Spes)<\/em><\/p>\n<p><strong>Coordenador:<\/strong>\u00a0 Joaquim Ant\u00f4nio Monteiro<\/p>\n<p>\u201cEstive preso e vieste me visitar\u201d (Mt 25, 36). \u00c9 com esse lema em mente que a Pastoral Carcer\u00e1ria (PCr), pastoral social ligada \u00e0 Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), age junto \u00e0s pessoas presas e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Com agentes presentes em todos os Estados do pa\u00eds, a PCr acompanha e interv\u00e9m na realidade do c\u00e1rcere brasileiro de forma cotidiana.<\/p>\n<p>O Brasil tem atualmente a terceira maior popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do mundo, em cont\u00ednuo e exorbitante aumento desde o in\u00edcio dos anos 1990, revelando a perversa pol\u00edtica de encarceramento em massa que est\u00e1 em curso no pa\u00eds, e que tem como alvo os grupos sociais marginalizados e empobrecidos, destacadamente jovens, negros e moradores\/as das periferias e das \u00e1reas urbanas socialmente mais precarizadas.<\/p>\n<p>A PCr, busca ser a presen\u00e7a de Cristo e de sua Igreja no mundo dos c\u00e1rceres, caracterizado pela superlota\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00f5es insalubres e tortura sofrida pelas pessoas privadas de liberdade. Portanto, em seu trabalho de atendimento religioso \u00e0s pessoas presas os\/as agentes pastorais promovem um servi\u00e7o de escuta e acolhimento, anunciam a Boa Nova, contribuem para o processo de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 vida crist\u00e3 e para a viv\u00eancia dos sacramentos, e atuam no enfrentamento \u00e0s viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e da dignidade humana que ocorrem dentro do c\u00e1rcere, pois \u201ctodo processo evangelizador envolve a promo\u00e7\u00e3o humana\u201d (Doc. Aparecida, p.399). Assim, a evangeliza\u00e7\u00e3o concretiza-se de forma integral, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es da Igreja: \u201cAs profundas diferen\u00e7as sociais, a extrema pobreza e a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos (\u2026) s\u00e3o desafios lan\u00e7ados \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o\u201d (Puebla, 90).<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que encarcerar mais pessoas, em sua maioria pobres e negras, n\u00e3o diminui a viol\u00eancia; ao contr\u00e1rio, o encarceramento serve para torturar as pessoas mais pobres e gerar ainda mais viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente e necess\u00e1rio que se paute e defenda um urgente e necess\u00e1rio programa de redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Visando isso, a Pastoral, em parceria com diversas outras organiza\u00e7\u00f5es, movimentos e pastorais sociais, lan\u00e7ou em 2013 a Agenda Nacional Pelo Desencarceramento.<\/p>\n<p>O documento visa viabilizar o desencarceramento e fortalecer as pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias de resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica de conflitos, por meio de diretrizes como:<\/p>\n<ul>\n<li>Suspens\u00e3o de qualquer investimento em constru\u00e7\u00e3o de novas unidades prisionais;<\/li>\n<li>Limita\u00e7\u00e3o m\u00e1xima das pris\u00f5es cautelares, redu\u00e7\u00e3o de penas e descriminaliza\u00e7\u00e3o de condutas, em especial aquelas relacionadas \u00e0 pol\u00edtica de drogas;<\/li>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o das garantias da execu\u00e7\u00e3o penal e abertura do c\u00e1rcere para a sociedade;<\/li>\n<li>Proibi\u00e7\u00e3o absoluta da privatiza\u00e7\u00e3o do sistema prisional;<\/li>\n<li>Combate \u00e0 tortura e desmilitariza\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias, da pol\u00edtica e da vida.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Com essas propostas e diretrizes, seguimos em frente na luta por um mundo sem c\u00e1rcere!<\/p>\n<p><em><dl class=\"sc-accordions\"><dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><strong>Caracter\u00edsticas da Pastoral Carcer\u00e1ria<\/strong><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\"><\/em><\/p>\n<p>1) Est\u00e1 junto das pessoas privadas de liberdade. S\u00f3 a proximidade que nos faz amigos nos permite apreciar profundamente os valores das pessoas privadas de liberdade, seus leg\u00edtimos desejos e seu modo pr\u00f3prio de viver a f\u00e9. \u00c0 luz do Evangelho reconhecemos sua imensa dignidade e seu valor sagrado aos olhos de Cristo, pobre como eles e exclu\u00eddo como eles. Desta experi\u00eancia crist\u00e3 compartilharemos com eles a defesa de seus direitos\u201d. (DA.398)<\/p>\n<p>2) Busca a Liberta\u00e7\u00e3o integral. Consciente de que precisa enfrentar as urg\u00eancias que decorrem da viol\u00eancia e da mis\u00e9ria do sistema prisional, o agente de Pastoral Carcer\u00e1ria sabe que n\u00e3o pode restringir sua solidariedade ao gesto imediato da doa\u00e7\u00e3o caritativa. Embora importante e mesmo indispens\u00e1vel, a doa\u00e7\u00e3o imediata do necess\u00e1rio \u00e0 sobreviv\u00eancia n\u00e3o abrange a totalidade da op\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas privadas de liberdade. Antes de tudo, esta implica conv\u00edvio, relacionamento fraterno, aten\u00e7\u00e3o, escuta, acompanhamento nas dificuldades, buscando, a partir das pessoas privadas de liberdade, a mudan\u00e7a de sua situa\u00e7\u00e3o. Aspessoas presas s\u00e3o sujeitos da evangeliza\u00e7\u00e3o e da promo\u00e7\u00e3o humana integral. (CNBB \u2013 N\u00ba 94, parg. 71)<\/p>\n<p>3) Luta para cancelar toda legisla\u00e7\u00e3o e normas contr\u00e1rias \u00e0 dignidade e aos direitos fundamentais \u00e0s pessoas privadas de liberdade, assim como as leis que dificultam o exerc\u00edcio da liberdade religiosa em benef\u00edcio dos reclusos e busca, a quem transgride o caminho, o resgate e uma nova e positiva inser\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p>4) Respeita a dignidade da pessoa humana. Isso significa tratar o ser humano como fim e n\u00e3o como meio, n\u00e3o o manipular como se fosse um objeto; respeit\u00e1-lo em tudo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio: corpo, esp\u00edrito e liberdade; tratar as pessoas presas como ser humano sem preconceito nem discrimina\u00e7\u00e3o, acolhendo, perdoando, recuperando a vida e a liberdade de cada um, denunciando os desrespeitos \u00e0 dignidade humana e considerando as condi\u00e7\u00f5es materiais, hist\u00f3ricas, sociais e culturais em que cada pessoa vive.<\/p>\n<p><em><\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\"><\/em><\/p>\n<p>Evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana por meio da presen\u00e7a da Igreja nos c\u00e1rceres, atrav\u00e9s das equipes de pastoral na busca de um mundo sem c\u00e1rceres!<\/p>\n<p>Lutar pelo fim da pol\u00edtica de encarceramento em massa no pa\u00eds, atrav\u00e9s do desencarceramento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria;<\/p>\n<p>Encaminhar as den\u00fancias de torturas, maus-tratos e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos praticados contra as pessoas privadas de liberdade;<\/p>\n<p>Priorizar a defesa intransigente da vida, bem como a integridade f\u00edsica e moral das pessoas privadas de liberdade;<\/p>\n<p>Conscientizar a sociedade para a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o do sistema prisional;<\/p>\n<p>Superar a justi\u00e7a retributiva por meio da justi\u00e7a restaurativa;<\/p>\n<p>Acompanhar as pessoas privadas de liberdade em todas as circunst\u00e2ncias e atender suas necessidades pessoais e familiares;<\/p>\n<p>Reuni\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o e de espiritualidade da equipe da Pastoral Carcer\u00e1ria.<\/p>\n<p><em><\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\"><\/em><\/p>\n<p><strong>Linha do Tempo<\/strong><\/p>\n<p><strong>D\u00e9cada de 1960:<\/strong>\u00a0A Igreja se faz presente nos c\u00e1rceres (cadeias e penitenci\u00e1rias femininas) atrav\u00e9s das Irm\u00e3s do Bom Pastor.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cada de 1970:<\/strong>\u00a0Na d\u00e9cada de 70, movimentos religiosos realizaram um trabalho edificante nos pres\u00eddios onde foram permitidos atuar: organizavam jogos e divers\u00f5es, promoviam reuni\u00f5es, cursos e \u201cReflex\u00f5es B\u00edblicas\u201d; realizavam celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas e visitavam os presos e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9cada de 1980:\u00a0<\/strong>As Irm\u00e3s de Consolata entraram na pastoral Carcer\u00e1ria (Irm\u00e3 Daniela, Irm\u00e3 Ananias) e se dedicaram por muitos anos aos presos da Casa de Deten\u00e7\u00e3o .<\/p>\n<p><strong>1985:\u00a0<\/strong>Padre Chico come\u00e7a a visitar a Casa de Deten\u00e7\u00e3o e logo, em seguida, forma um Grupo de volunt\u00e1rios; iniciaram visitando o Pavilh\u00e3o 7. Aos poucos as reuni\u00f5es foram acontecendo e a PCr foi tomando rumo e tentando ser uma Igreja dentro dos Pres\u00eddios.<\/p>\n<p><strong>1986<\/strong>\u00a0\u2013 Primeira reuni\u00e3o nacional da Pastoral como servi\u00e7o organizado da CNBB;<\/p>\n<p><strong>1988<\/strong><\/p>\n<p>Cria\u00e7\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o nacional e in\u00edcio de contatos com organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais que contestam o sistema penitenci\u00e1rio;<\/p>\n<p>Dom Paulo Evaristo Arns nomeia uma nova equipe de Coordena\u00e7\u00e3o da PCr: Sr. Itamar Bopp Jr, Irm\u00e3 Maria Em\u00edlia e Padre Chico.<\/p>\n<p>Os trabalhos tomaram mais corpo com forma\u00e7\u00e3o, reuni\u00f5es e assembl\u00e9ias 4 a 5 vezes por ano. A partir de 1988 Padre Chico passa a ser Coordenador Nacional da Pastoral Carcer\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outros pres\u00eddios, como o Centro de Observa\u00e7\u00e3o Criminol\u00f3gica(COC), Distritos Policiais (DP) e alguns da capital e ABC come\u00e7am a ser visitados<\/p>\n<p><strong>1992 \u2013\u00a0<\/strong>Massacre do Carandiru, que abriu as veias do sistema penitenci\u00e1rio para a sociedade. Pastoral se torna uma refer\u00eancia para aqueles que contestavam as pol\u00edticas oficiais de repress\u00e3o e o sistema penal como um todo;<\/p>\n<p><strong>1995 \u2013<\/strong>\u00a0Ano de total abandono do preso pela sociedade e pelo estado. A Pastoral Carcer\u00e1ria continua a questionar e a cobrar das autoridades, sem respostas, e come\u00e7a a se organizar em n\u00edvel de Estado e nacional.<\/p>\n<p><strong>1997 \u2013<\/strong>\u00a0Com o tema \u201cFraternidade e os Encarcerados\u201d, tendo como lema \u201cCristo liberta de todas as pris\u00f5es\u201d, a Campanha da Fraternidade de 1997, motivada pela CNBB, d\u00e1 maior visibilidade para a situa\u00e7\u00e3o das pessoas presas e as viol\u00eancias promovidas pelos c\u00e1rceres no Brasil, al\u00e9m de impulsionar os trabalhos da Pastoral em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>2000 \u2013\u00a0<\/strong>Padre Valdir Jo\u00e3o Silveira \u00e9 eleito como coordenador da Pastoral Carcer\u00e1ria da Arquidiocese de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>2006 \u2013<\/strong>\u00a0Pastoral comp\u00f5e, junto com outras organiza\u00e7\u00f5es, a primeira forma\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 Tortura;<\/p>\n<p><strong>2010 \u2013<\/strong>\u00a0Publica\u00e7\u00e3o do primeiro relato de monitoramento de locais de priva\u00e7\u00e3o de liberdade, que oferece um mapa das ocorr\u00eancias de tortura em cerca de 20 estados;<\/p>\n<p><strong>2013 \u2013<\/strong>\u00a0Reuni\u00e3o com a presidenta Dilma Roussef, na qual representantes da Pastoral Carcer\u00e1ria e outros movimentos sociais apresentam pela primeira vez a Agenda Nacional pelo Desencarceramento;<\/p>\n<p><strong>2016<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7amento do relat\u00f3rio Tortura em Tempos de Encarceramento em Massa, resultante de acompanhamento e an\u00e1lise do Sistema de Justi\u00e7a em 105 casos de tortura denunciados.<\/p>\n<p>Ocorre o I Encontro Nacional pelo Desencarceramento, com a presen\u00e7a de representantes de 34 organiza\u00e7\u00f5es e movimentos, que reafirmam os princ\u00edpios da Agenda.<\/p>\n<p><strong>2017 \u2013<\/strong>\u00a0Nos primeiros dias do ano ocorre o maior ciclo de massacres da hist\u00f3ria ocorre o maior ciclo de massacres da hist\u00f3ria do sistema prisional brasileiro, que deixam mais de 130 presos mortos no Amazonas, Rio Grande de Norte e Ror\u00e2ima, e que termina por confirmar de forma tr\u00e1gica a avalia\u00e7\u00e3o da Pastoral Carcer\u00e1ria no que tange \u00e0 crescente degrada\u00e7\u00e3o da realidade prisional e a completa inadequa\u00e7\u00e3o das atuais pol\u00edticas.<\/p>\n<p><em><\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\"><\/em><\/p>\n<p>A Pastoral Carcer\u00e1ria \u00e9 uma Pastoral s\u00f3cio-transformadora, que tem sua fonte na Doutrina Social da Igreja Cat\u00f3lica. Sua a\u00e7\u00e3o pastoral envolve toda a pessoa, suas necessidades, suas aspira\u00e7\u00f5es e sonhos.<\/p>\n<p>O cuidado com a ecologia integral a leva a trabalhar para o \u201cmundo sem c\u00e1rceres\u201d e na constru\u00e7\u00e3o de um mundo mais solid\u00e1rio e fraterno.<\/p>\n<p>Seguindo Jesus, como ele consagra todas suas energias para proclamar o ano favor\u00e1vel da parte do Senhor, anunciando a Boa Nova aos pobres; proclamar a liberta\u00e7\u00e3o dos cativos e aos cegos a recupera\u00e7\u00e3o da vista; e mandar em liberdade os oprimidos (Lc. 4,18).<\/p>\n<p>A PCr \u00e9 tamb\u00e9m samaritana (Lc.10,29-37), curvando-se sobre os ca\u00eddos de todos os tempos, cuida dos abandonados entre os mais abandonados, os esquecidos que a sociedade do consumo joga nos por\u00f5es da hist\u00f3ria, colocando em suas feridas o \u00f3leo da verdadeira justi\u00e7a: a miseric\u00f3rdia divina.<\/p>\n<p>Gestada pelo Conc\u00edlio Vaticano II, viu a luz em Medellin, cresceu em Puebla e se tornou adulta em Aparecida, assumindo como seu foco principal os pobres e os rostos sofridos dos povos latino americanos.<\/p>\n<p>Hoje, a PCr continua visitando e consolando os Cristos que n\u00e3o tem lugar e direito \u00e0 cidadania em nossos templos e em nossas cidades.<\/p>\n<p>E como Maria, disc\u00edpula mission\u00e1ria, visita as \u201cMarias\u201d condenadas por um sistema in\u00edquo \u00e0 esterilidade, acompanha as fam\u00edlias nos ex\u00edlios a que os Herodes de nosso tempo as obrigam.<\/p>\n<p>A Pastoral Carcer\u00e1ria continua \u00e9 uma pequena semente de mostarda, alimentando na Igreja e na hist\u00f3ria da humanidade a utopia e a profecia, de novos tempos em que viveremos a era da \u201cterra sem males\u201d.<\/p>\n<p><em><\/dd>\n<dt class=\"sc-accordion-title\"><a href=\"#\"><\/a><\/dt><dd class=\"sc-accordion-pane\"><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/05\/06\/pastoral-carceraria\/pastoral-carceraria-400x250\/\" rel=\"attachment wp-att-9625\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-9625 alignleft\" src=\"http:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pastoral-carceraria-400x250-1-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pastoral-carceraria-400x250-1-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pastoral-carceraria-400x250-1-150x94.jpg 150w, https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pastoral-carceraria-400x250-1.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O primeiro elemento que encontramos \u00e9 um circulo aberto. \u00c9 um universo em que se vai construindo uma nova humanidade uma nova espiritualidade. Ele \u00e9 aberto porque o projeto est\u00e1 em constante mudan\u00e7a, movimenta\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, redefini\u00e7\u00e3o. Ele precisa de uma nova educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentro do c\u00edrculo encontramos uma forma que nos lembra uma colina sobre a qual est\u00e3o colocados tr\u00eas palanques, que unidos formam uma grade. O palanque est\u00e1 vazio e as grades est\u00e3o abertas, sinal de que come\u00e7ou um momento novo, uma nova cria\u00e7\u00e3o e que surgiu uma nova humanidade, uma nova sociedade. \u00c9 o mundo sem c\u00e1rceres.<br \/>Mas o c\u00edrculo nos remete tamb\u00e9m a um o p\u00e3o e o corpo de um peixe. O p\u00e3o representa a partilha, o banquete, a eucaristia. \u00c9 a fonte de vida nova que \u00e9 servi\u00e7o, fraternidade, paz, miseric\u00f3rdia e justi\u00e7a.<\/p>\n<p>A cauda do peixe, com uma esfera na parte final, mostra a silhueta de um ser humano que constitui uma unidade, com o resto do corpo lembrando para n\u00f3s a dimens\u00e3o fundamental de que nossa vida tem sentido se unida, enxertada em Cristo. Ao mesmo tempo \u00e9 o homem novo que em Cristo Ressuscitou. Nele n\u00f3s temos vida plena e abundante (Jo.10,10).<\/p>\n<p>Esse ser humano est\u00e1 de p\u00e9, erguido e com os bra\u00e7os abertos, numa atitude de exulta\u00e7\u00e3o e alegria plena, porque banhado no sangue de Cristo, ele enxerga e experimenta a vida da nova cria\u00e7\u00e3o, a de Jesus que \u00e9 o Salvador.<\/p>\n<p><em><\/dd>\n<\/dl><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias das pessoas de hoje, sobretudo das pobres e de todas aquelas que sofrem, s\u00e3o tamb\u00e9m as alegrias e as esperan\u00e7as, as tristezas e as ang\u00fastias das disc\u00edpulas e disc\u00edpulos de Cristo.\u201d (Gaudium et Spes) Coordenador:\u00a0 Joaquim Ant\u00f4nio Monteiro \u201cEstive preso e vieste me visitar\u201d (Mt<span class=\"read-more arrow\"><a href=\"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/05\/06\/pastoral-carceraria\/\" title=\"Read More\">&rarr;<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9625,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ub_ctt_via":"","footnotes":""},"categories":[218],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9624","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-pastorais"},"featured_image_src":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/pastoral-carceraria-400x250-1.jpg","author_info":{"display_name":false,"author_link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/author\/adriano\/"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9624"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9630,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9624\/revisions\/9630"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}