{"id":42,"date":"2020-09-15T23:36:00","date_gmt":"2020-09-16T02:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/motive.theme-sphere.com\/news-demo\/what-reviewers-say-about-android"},"modified":"2020-11-07T10:35:58","modified_gmt":"2020-11-07T13:35:58","slug":"sao-luiz-gonzaga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/09\/15\/sao-luiz-gonzaga\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Luiz Gonzaga"},"content":{"rendered":"<p>Luiz (ou Alo\u00edsio como \u00e9 chamado tamb\u00e9m), logo que os olhos se lhe abriram \u00e0 luz do mundo, veio a ser filho de Deus e de Maria Sant\u00edssima. Acompanharam-lhe o nascimento circunst\u00e2ncias tais, que m\u00e3e e filho se achavam em perigo de vida, raz\u00e3o porque recebeu imediatamente o santo batismo, fazendo sua m\u00e3e um voto \u00e0 M\u00e3e de Deus, consagrando-lhe o fruto das suas entranhas.<\/p>\n<p>Logo que o menino come\u00e7ou a balbuciar as primeiras palavras, notou-se-lhe uma simpatia extraordin\u00e1ria a tudo que era de Deus. Cinco anos tinha apenas, e n\u00e3o raras vezes era encontrado num ou noutro cantinho da casa, fazendo devotamente as ora\u00e7\u00f5es. Muito crian\u00e7a ainda, por ocasi\u00e3o de uma parada militar, que se ia realizar em Casale, foi com o pai assistir \u00e0quele espet\u00e1culo. Essas evolu\u00e7\u00f5es foram acompanhadas pelo pequeno Luiz com um interesse tal, que, sem que algu\u00e9m o tivesse percebido, carregou uma pe\u00e7a de artilharia e deitou-lhe fogo.<\/p>\n<p>Pouco faltou que pagasse com a vida a imprud\u00eancia, pois a carreta recuando com a descarga, s\u00f3 por milagre n\u00e3o o apanhou nas rodas. Estando muito tempo com os soldados, era inevit\u00e1vel os ouvisse pronunciar palavras pouco decentes, que, na sua inexperi\u00eancia, come\u00e7ou a repetir sem lhe saber a significa\u00e7\u00e3o. Essas duas faltas Luiz as chorou toda a vida, como se fossem grav\u00edssimos pecados.<\/p>\n<p>Na idade de sete anos, come\u00e7ou Luiz a perder o gosto pelas coisas deste mundo e a dedicar-se ao servi\u00e7o de Deus. Este s\u00e9timo ano era por ele mesmo chamado o ano de sua convers\u00e3o, o ponto de partida para uma vida mais perfeita. Desde aquela \u00e9poca, cumprindo o prop\u00f3sito feito, rezava diariamente, de joelhos, o of\u00edcio de Nossa Senhora e os sete salmos penitenciais, devo\u00e7\u00e3o esta que nunca mais abandonou, praticando-a at\u00e9 nos \u00faltimos dias da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Tendo Luiz oito anos, quis o pai, que em companhia do irm\u00e3o menor, fosse para a corte do duque de Toscana, em Floren\u00e7a. A vida edificante, a pr\u00e1tica das virtudes, importou-lhe o apelido de Anjo. Foi em Floren\u00e7a que Luiz fez a primeira confiss\u00e3o, e f\u00ea-la com tanta dor de arrependimento, que caiu sem sentidos aos p\u00e9s do confessor. Em novembro de 1579, partiu para Mantua e de l\u00e1 para Castiglione.<\/p>\n<p>S\u00e3o Carlos Borromeu, Arcebispo de Mil\u00e3o, numa das visitas pastorais passando por Castiglione, conheceu o santo menino. Descobrindo-lhe uma compreens\u00e3o rara das coisas divinas e uma perfei\u00e7\u00e3o pouco comum, preparou-o para a primeira Comunh\u00e3o, que recebeu com uma devo\u00e7\u00e3o comovedora. Desde ent\u00e3o se podia notar em Luiz uma devo\u00e7\u00e3o tern\u00edssima ao Sant\u00edssimo Sacramento. Recebendo a Santa Comunh\u00e3o aos domingos, dedicava tr\u00eas dias para preparar-se e outros tr\u00eas dias para fazer a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as.<\/p>\n<p>Em 1580, foi com a m\u00e3e e o irm\u00e3o menor, Rodolfo, a Monteferrato, onde se achava D. Fernando. No caminho havia de passar pelo rio Ticino, cujas \u00e1guas, pelas chuvas cont\u00ednuas, tinham crescido extraordinariamente. O carro em que iam Luiz e o irm\u00e3o, tendo chegado ao meio da torrente, quebrou-se em duas partes. A parte da frente pode, como Rodolfo atravessar o rio, enquanto a outra, em que ia Luiz, foi levada pela correnteza rio abaixo. Em t\u00e3o iminente perigo, se manifestou a interven\u00e7\u00e3o da Divina Provid\u00eancia. O carro, esbarrando com o tronco de uma \u00e1rvore, parou, podendo o n\u00e1ufrago assim ser socorrido e salvo.<\/p>\n<p>Com o contacto que Luiz teve com os padres Barnabitas, despertou-se-lhe cada vez mais o desejo de pertencer a Deus e desapegar-se por completo das coisas do mundo. Debalde o marqu\u00eas procurava distra\u00ed-lo com passatempos. Luiz n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o se deixou afastar das pr\u00e1ticas religiosas, mas ainda as multiplicou, retirando-se quase por completo da sociedade, dos divertimentos e prazeres. Foi tamb\u00e9m nessa ocasi\u00e3o que tomou a resolu\u00e7\u00e3o de entrar para uma Ordem religiosa. Tendo, por\u00e9m, apenas treze anos, guardou o maior sil\u00eancio sobre esse ponto.<\/p>\n<p>De volta para Castiglione, foi Luiz novamente salvo de um grande perigo, de perder a vida, desta vez em um inc\u00eandio, que houve no quarto. Numa noite, sentindo-se bastante cansado, fora deitar-se, quando se lembrou de que ainda n\u00e3o tinha rezado os salmos penitenciais. P\u00f4s-se a rez\u00e1-los, mas, vencido pelo sono, deixou de apagar a vela, que se lhe achava \u00e0 cabeceira. Por uma eventualidade qualquer, pegou ela fogo \u00e0 cama. Estavam em chamas o cortinado e o colch\u00e3o, quando Luiz despertou. Aos seus gritos acudiram os empregados, livrando-o do perigo em que se achava.<\/p>\n<p>No ano de 1581, por um desejo particular da imperatriz Maria da \u00c1ustria, esposa de Felipe II, a fam\u00edlia Gonzaga transferiu-se para Madrid. O marqu\u00eas tomou o encargo de camareiro e os filhos Luiz e Rodolfo foram nomeados pajens de honra do pr\u00edncipe D. Diogo, filho de Filipe II. Nos dois anos que ali estiveram, Luiz continuou os estudos de Matem\u00e1tica, Filosofia e Teologia natural, adiantando-se bastante nestas mat\u00e9rias. Mais dificuldades achou em continuar as pr\u00e1ticas da vida espiritual.<\/p>\n<p>Dias haviam, em que n\u00e3o achava tempo de rezar as ora\u00e7\u00f5es costumadas e fazer as visitas ao Sant\u00edssimo Sacramento. Apesar disso, o santo jovem conservou sempre a mais perfeita mod\u00e9stia. Parecia ter feito um pacto com os olhos, para n\u00e3o se fixarem em coisa alguma que pudesse comprometer a santa virtude da pureza. Todo o tempo que viveu na corte de Madrid, conservou-os t\u00e3o mortificados que, sem exagero algum, podia dizer-se que n\u00e3o conhecia a rainha dentre as outras senhoras.<\/p>\n<p>Foram de grande import\u00e2ncia para Luiz os dois anos que passou na Espanha, porque ali se lhe decidiu a grande quest\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o. Embora j\u00e1 tivesse resolvido entrar para uma Ordem religiosa, pairavam d\u00favidas sobre a escolha que devia fazer. Para obter o conhecimento da vontade de Deus nesse particular, mais que nunca se dedicou \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. Depois de ter comparado as diversas Ordens religiosas entre si, Luiz escolheu a Companhia de Jesus, como a que mais parecia estar de acordo com suas qualidades f\u00edsicas e intelectuais. Um dia \u2013 era o da festa da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora \u2013 quando se estava preparando para receber a Santa Comunh\u00e3o, ouviu uma voz interior, que lhe dizia: \u201cDeves entrar na Companhia de Jesus: comunica logo minha vontade ao teu confessor\u201d.<br \/>\nObediente a essa ordem, Luiz referiu ao confessor o que se tinha passado, e fez tamb\u00e9m sua m\u00e3e conhecedora do segredo. Esta experimentou grande satisfa\u00e7\u00e3o, ao saber da resolu\u00e7\u00e3o do filho; n\u00e3o assim D. Fernando Gonzaga. Este, ciente do plano de Luiz, t\u00e3o fora de si ficou, que num \u00edmpeto de c\u00f3lera, rompeu em palavras \u00e1speras e duras, amea\u00e7ando-o at\u00e9 com medidas de excessivo rigor.<\/p>\n<p>Em 1584 a fam\u00edlia Gonzaga voltou para a It\u00e1lia. O marqu\u00eas lan\u00e7ou m\u00e3o de todos os meios, para fazer o filho desistir da resolu\u00e7\u00e3o de entrar numa Congrega\u00e7\u00e3o religiosa. Para Luiz foram anos de amargura e de sofrimento horr\u00edvel. Quanto maiores pareciam as dificuldades, que se lhe levantavam, contra a realiza\u00e7\u00e3o do seu plano, com tanto mais fervor se dedicava \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0s costumeiras penit\u00eancias. O pai, vendo que nada alcan\u00e7ava com meios persuasivos, recorreu a medidas de rigor, chegando a expulsar o filho da casa. N\u00e3o faltaram pessoas que, interessando-se pela causa de Luiz, falaram a D. Fernando em seu favor.<\/p>\n<p>Este s\u00f3 se deixou convencer da voca\u00e7\u00e3o do filho, quando, ap\u00f3s uma cena violenta, foi testemunha ocular de uma das penit\u00eancias, a que o filho costumava sujeitar o inocente corpo. Perturbado, comovido e arrependido da excessiva severidade, resolveu afinal conceder-lhe o consentimento.<br \/>\nAntes, por\u00e9m, de Luiz tomar o h\u00e1bito de religioso, quis a vontade do pai fosse a Mil\u00e3o tratar de neg\u00f3cios importantes. Nove meses durou-lhe a estadia naquela cidade. Durante esse tempo todo, Luiz n\u00e3o perdeu ocasi\u00e3o de calcar aos p\u00e9s as vaidades do mundo. Sendo obrigado muitas vezes a acompanhar os nobres fidalgos, nas festas e divers\u00f5es, sempre o fez de modo a tirar proveito para a alma. Todo o tempo que lhe ficava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, dedicava-o s\u00f3 \u00e0s praticas da piedade, e ao estudo de F\u00edsica e Matem\u00e1tica no Col\u00e9gio Brera, dos da Companhia.<\/p>\n<p>Luiz julgava chegado o momento da ren\u00fancia oficial a todos os direitos, para entrar na Companhia de Jesus, quando, de surpresa, chegou a Mil\u00e3o D. Fernando, fazendo-lhe novamente oposi\u00e7\u00e3o. Desta vez n\u00e3o foram amea\u00e7as e impreca\u00e7\u00f5es as armas, de que o marqu\u00eas se serviu. Deixou falar ao cora\u00e7\u00e3o paterno, que, na sua amargura e nos sentimentos de pai crist\u00e3o, apelava para o cora\u00e7\u00e3o do filho. Luiz ficou firme, mas teve de permitir que um sacerdote da Companhia de Jesus, durante uma hora, estando o pai presente, o examinasse sobre a voca\u00e7\u00e3o. Embora o resultado desse exame fosse favor\u00e1vel ao santo jovem, D. Fernando ainda n\u00e3o se animou a dar-lhe consentimento, Luiz, entretanto, aumentando as penit\u00eancias e ora\u00e7\u00f5es, preparou-se para a luta decisiva.<\/p>\n<p>Um dia, estando o pai de cama, doente da gota, Luiz entrou no quarto, e em tom firme e resoluto, disse-lhe: \u201cSenhor meu pai, entrego-me inteiramente \u00e0s vossas m\u00e3os, mas protesto-vos que Deus me chamou para a Companhia de Jesus e que, opondo-vos a este des\u00edgnio divino, resistis \u00e0 vontade de Deus\u201d. Sem esperar resposta, saiu do quarto, deixando ao pai tempo para refletir. Este ent\u00e3o come\u00e7ou a sentir escr\u00fapulos, por causa da sua resist\u00eancia; chorou largo tempo, entregando-se \u00e0 dor por perder t\u00e3o bom filho. Afinal mandou que lhe chamassem Luiz e disse-lhe: \u201cFilho, sangra meu cora\u00e7\u00e3o de dor pela tua resolu\u00e7\u00e3o. \u00c9s merecedor do meu amor. Em ti pusera as esperan\u00e7as da fam\u00edlia, mas vendo que \u00e9 outra a vontade de Deus, vai, meu filho; segue a voz de Deus e recebe minhas b\u00ean\u00e7\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>Em ato solene, na presen\u00e7a dos parentes mais pr\u00f3ximos, Luiz fez ren\u00fancia aos seus direitos de primog\u00eanito, para no dia seguinte se separar da fam\u00edlia e dos pais. Para estes, foi um dia de grande dor. Luiz seguiu para Roma, onde se hospedou em casa de um seu tio, Scipi\u00e3o Gonzaga. Chegara afinal, o dia desejado, que lhe abriu as portas do convento. Luiz contava dezessete anos, quando foi aceito como novi\u00e7o da Companhia de Jesus. Modelo de virtude, que fora no mundo, muito mais o era no convento. Desejoso de regular a vida pelas obriga\u00e7\u00f5es da vida comum, pediu aos Superiores n\u00e3o usassem com ele de nenhuma considera\u00e7\u00e3o, querendo ser tratado como um dos \u00faltimos da casa.<\/p>\n<p>De acordo com o esp\u00edrito religioso, reconhecia na obedi\u00eancia o fundamento de toda a virtude. \u201cDurante todo o tempo que com ele vivia, diz o cardeal S\u00e3o Belarmino, nunca lhe ouvi proferir uma palavra de queixa ou uma observa\u00e7\u00e3o contra as ordens dos Superiores\u201d.<\/p>\n<p>Para acompanhar o mestre do noviciado, cuja sa\u00fade bastante alterada reclamava mudan\u00e7a de clima, Luiz mudou-se, em 1586, para N\u00e1poles, onde permaneceu apenas um ano, visto que sua constitui\u00e7\u00e3o debilitada tamb\u00e9m n\u00e3o se dava com o clima daquela cidade.<\/p>\n<p>Em 23 de novembro de 1587, tendo completado o noviciado, fez os votos em Roma, para depois continuar os estudos de metaf\u00edsica e teologia. Em todo esse tempo de noviciado, como depois, Luiz deu bel\u00edssimo exemplo na pr\u00e1tica das virtudes, que transformam o jovem em Anjo. Sem dar o menor sinal de ostenta\u00e7\u00e3o, o exterior traduzia-lhe a mod\u00e9stia a humildade, a caridade e movia \u00e0 devo\u00e7\u00e3o a quantos o viam.<\/p>\n<p>Pela morte de D. Fernando, surgiram graves desaven\u00e7as entre Rodolfo e Vicente Gonzaga, este seu parente e duque de Mantua.<br \/>\nAs diverg\u00eancias assumiram propor\u00e7\u00f5es tais, que era de recear-se um desfecho desastroso. Nessa emerg\u00eancia, a m\u00e3e de Vicente pediu aos Superiores de Luiz, consentissem que este servisse de \u00e1rbitro entre os dois contendores. Luiz com o consentimento dos Superiores, p\u00f4s-se a caminho para Castiglione. Recebido por todos quase em triunfo, foi, em seguida, t\u00e3o feliz nas negocia\u00e7\u00f5es, que s\u00f3 com uma palavra sua restabeleceu-se a paz e harmonia.<\/p>\n<p>O ano de 1591 come\u00e7ou com os press\u00e1gios funestos de grande carestia. Faltando o p\u00e3o, os camponeses fugiram para Roma. A aglomera\u00e7\u00e3o de tanta gente originou uma doen\u00e7a contagiosa que, aliada \u00e0 fome, semeou a desola\u00e7\u00e3o e a morte. Os religiosos da Companhia de Jesus tudo fizeram para aliviar a triste sorte dos pobres doentes. Nas ruas, nas pra\u00e7as, nos hospitais, viam-se os filhos de Santo In\u00e1cio socorrer os miser\u00e1veis, com sua esmola e assist\u00eancia.<\/p>\n<p>Luiz Gonzaga, entre eles, era dos primeiros e mais dedicados. Ia, de casa em casa, pedir esmola aos ricos para os pobres. N\u00e3o satisfeito com isso, pediu aos Superiores licen\u00e7a para diretamente acudir \u00e0s necessidades dos empestados e prestar-lhes servi\u00e7os nos hospitais. Obtida a licen\u00e7a, a dedica\u00e7\u00e3o e caridade do jovem n\u00e3o tiveram mais limites. A fraca constitui\u00e7\u00e3o de Luiz n\u00e3o resistiu \u00e0s grandes fadigas e esfor\u00e7os verdadeiramente sobre-humanos, que fazia no servi\u00e7o hospitalar.<br \/>\nPor divina revela\u00e7\u00e3o, conheceu que a morte estava pr\u00f3xima. Com paci\u00eancia Ang\u00e9lica suportou os graves inc\u00f4modos do mal, que o tinha acometido. Rem\u00e9dios amargos que lhe davam, conservava-os mais tempo na boca, para mortificar o paladar. Tendo algu\u00e9m instado com ele, que pedisse sa\u00fade e a prolonga\u00e7\u00e3o da vida, respondeu-lhe: \u201c\u00c9 melhor que eu morra\u201d. A morte n\u00e3o podia amedrontar o ang\u00e9lico jovem.<\/p>\n<p>Quando soube que tinha chegado a hora de preparar-se para a \u00faltima viagem, exclamou com emo\u00e7\u00f5es de alegria: \u201cEu me alegrei do que me foi dito: \u00e0 casa do Senhor iremos\u201d (Sl 121). Durante os \u00faltimos tr\u00eas dias, segurava constantemente o crucifixo e o ter\u00e7o. De vez em quando beijava a imagem de Jesus, e os olhos se lhe enchiam de l\u00e1grimas de amor. No rosto se lhe via estampada uma paz celestial \u2013 reflexo de sua alma pura e c\u00e2ndida.<\/p>\n<p>Oito dias depois da festa do Corpo de Deus em 21 de junho de 1591, Luiz Gonzaga entregou a alma ao Criador. As \u00faltimas palavras que disse, foram invoca\u00e7\u00f5es dos nomes de Jesus e Maria. Treze anos depois de sua morte, vivendo ainda a m\u00e3e, foi o nome de Luiz de Gonzaga inscrito no cat\u00e1logo dos beatos, sendo a canoniza\u00e7\u00e3o celebrada em 1726, pelo Papa Benedito XIII.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz (ou Alo\u00edsio como \u00e9 chamado tamb\u00e9m), logo que os olhos se lhe abriram \u00e0 luz do mundo, veio a ser filho de Deus e de Maria Sant\u00edssima. Acompanharam-lhe o nascimento circunst\u00e2ncias tais, que m\u00e3e e filho se achavam em perigo de vida, raz\u00e3o porque recebeu imediatamente o santo batismo, fazendo sua m\u00e3e um voto<span class=\"read-more arrow\"><a href=\"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2020\/09\/15\/sao-luiz-gonzaga\/\" title=\"Read More\">&rarr;<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9095,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ub_ctt_via":"","footnotes":""},"categories":[101],"tags":[234],"class_list":{"0":"post-42","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-pastorais-e-movimentos","8":"tag-sao-luiz-gonzaga"},"featured_image_src":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/d8ffefe5-4a66-4afc-9a20-748fea37d41a-Copia.jpg","author_info":{"display_name":false,"author_link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/author\/adriano\/"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9174,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42\/revisions\/9174"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}