{"id":18493,"date":"2025-07-03T18:26:50","date_gmt":"2025-07-03T21:26:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/?p=18493"},"modified":"2025-07-28T15:08:50","modified_gmt":"2025-07-28T18:08:50","slug":"o-tempo-do-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2025\/07\/03\/o-tempo-do-presente\/","title":{"rendered":"O tempo do presente"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Dom Lindomar Rocha Mota<br><\/strong><em>Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Que a \u00e9poca moderna acabou j\u00e1 foi murmurado por Papas, fil\u00f3sofos e poetas. Acabou ou est\u00e1 acabando, esta parece ser a quest\u00e3o. De qualquer modo tem a ver com o ocaso de uma \u00e9poca que foi muito boa.<\/p>\n\n\n\n<p>Viver no cruzamento de duas \u00e9pocas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil! No cruzamento do mundo surge a melancolia dos fundamentos perdidos. Uma desconfian\u00e7a geral de que coisas foram jogadas na forja sem que haja certeza sobre o resultado no tempo futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta abertura surge uma segunda melancolia epocal \u2013 a falta de perspectiva de ver a reconstru\u00e7\u00e3o do mundo, algo que ainda estamos tentando a nos acostumar.<\/p>\n\n\n\n<p>As coisas s\u00e3o a realidade do mundo que surge nesta abertura. Tudo foi lan\u00e7ado, desde algum tempo, na temperatura escaldante da mudan\u00e7a. Neste ponto surge o embate entre o que agora \u00e9 e o novo que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a filosofia j\u00e1 nos ensinou a olhar para as coisas at\u00e9 alcan\u00e7armos a sua compreens\u00e3o. Este tempo \u00e9 o tempo filos\u00f3fico. A pressa tem que ser subtra\u00edda at\u00e9 que aquilo que ser\u00e1 seja.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mundo est\u00e1 mudando! No limiar da pr\u00f3xima d\u00e9cada a intelig\u00eancia artificial, aliada \u00e0 conclus\u00e3o do ciclo de produ\u00e7\u00e3o e consumo, que foi o motor da modernidade, apresentar\u00e3o uma realidade eletrizante de transforma\u00e7\u00e3o e deslocamento. N\u00e3o h\u00e1 jeito de frear esse movimento. N\u00e3o por enquanto! Do mesmo modo, n\u00e3o h\u00e1 jeito de antecipar a \u00e9poca que est\u00e1 chegando com uma \u00e9tica ou c\u00f3digo deontol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa \u00e9tica foi formulada a partir da experi\u00eancia vivida e do enfrentamento de quest\u00f5es passadas. N\u00e3o podemos desacelerar o tempo presente, mas podemos desacelerar a n\u00f3s mesmos e as institui\u00e7\u00f5es, at\u00e9 que o pensamento emoldure a realidade, e alguma janela se abra.<\/p>\n\n\n\n<p>Contemplar o mundo no tempo que se acelerou sem a tenta\u00e7\u00e3o de firm\u00e1-lo \u00e9 uma boa alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo agora est\u00e1 abreviado. N\u00e3o abreviado no sentido que encurtou, mas, breve diante da multid\u00e3o de acontecimentos que n\u00e3o s\u00e3o de nossa experi\u00eancia comum. Abreviou-se como algu\u00e9m que possui muitas atribui\u00e7\u00f5es e v\u00ea os meses passarem como dias e os anos como semanas. Assim \u00e9 o tempo presente!<\/p>\n\n\n\n<p>O presente \u00e9 o tempo abreviado e esfacelado! Nem os mais s\u00e1bios conseguem reagrup\u00e1-lo agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Contraditoriamente, por n\u00e3o se poder ter controle sobre o presente, tenta-se possuir o controle sobre o futuro. Mas isso \u00e9 s\u00f3 uma satisfa\u00e7\u00e3o diante de um presente descontrolado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lindomar Rocha MotaBispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO) Que a \u00e9poca moderna acabou j\u00e1 foi murmurado por Papas, fil\u00f3sofos e poetas. Acabou ou est\u00e1 acabando, esta parece ser a quest\u00e3o. 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