{"id":15784,"date":"2023-02-11T15:37:11","date_gmt":"2023-02-11T18:37:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/?p=15784"},"modified":"2023-02-22T08:25:42","modified_gmt":"2023-02-22T11:25:42","slug":"quando-vira-o-reino-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2023\/02\/11\/quando-vira-o-reino-de-deus\/","title":{"rendered":"Quando vir\u00e1 o Reino de Deus?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Dom Lindomar Rocha Mota<br>Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto estavam com o Senhor os disc\u00edpulos presenciavam a inaugura\u00e7\u00e3o da maior novidade da hist\u00f3ria. Pressentiam em seus cora\u00e7\u00f5es que a presen\u00e7a de Jesus era o acontecimento do Reino. O espa\u00e7o do em torno era preenchido por sua presen\u00e7a, de modo que nenhuma aus\u00eancia havia ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Na profiss\u00e3o existencial de f\u00e9 quando Jesus perguntou aos doze se eles tamb\u00e9m n\u00e3o queriam ir embora, Pedro respondeu: \u201ca quem iremos Senhor?\u201d (Jo 6,68).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era humildade, era testemunho de um fato que identificava Jesus com o Reino. A confiss\u00e3o da impossibilidade de ir para outro lugar, atestava que fora d&#8217;Ele jazia apenas escurid\u00e3o e frio.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o sobre o Reino veio somente a ap\u00f3s a Ascen\u00e7\u00e3o de Jesus. O seu lugar n\u00e3o pode ser preenchido, por mais que os ap\u00f3stolos se esfor\u00e7assem. Ent\u00e3o come\u00e7aram a se perguntar quando o Reino viria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma pergunta que vem de fora, mas n\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o mesmo dos disc\u00edpulos. Eles testemunharam a presen\u00e7a do Senhor e se sentiram confortados por Ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas acontecimentos ainda repercutiam em suas mem\u00f3rias. Tr\u00eas momentos nos quais a hist\u00f3ria do velho mundo foi ressignificada e o mundo novo surgiu.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro deles, Jesus corrigiu a velha hist\u00f3ria ao anunciar: \u201cOuvistes o que foi dito&#8230;eu por\u00e9m eu vos digo&#8230;\u201d (5, 21ss). Esse bramo marca a ruptura irreconcili\u00e1vel entre o que foi e que est\u00e1 por vir. A supera\u00e7\u00e3o de todo pensamento arcaico traz a semente do que \u00e9 realmente novo. Novo e estarrecedor! Pois subverte, por fim, a pr\u00f3pria natureza humana. Educando-a e elevando-a \u00e0 sublime condi\u00e7\u00e3o de perdoar at\u00e9 mesmo os pr\u00f3prios inimigos.<\/p>\n\n\n\n<p>No dito, lestes o que estava escrito pelos antigos, mas eu vos digo, Jesus, alerta que o velho j\u00e1 n\u00e3o vale mais. Um mundo mais exigente do que qualquer outra coisa surge, pois far\u00e1 a humanidade galgar para fora de sua natureza, at\u00e9 alcan\u00e7ar as infinitas alturas, onde habita o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Noutra ocasi\u00e3o, Jesus ressignifica a soma de tudo o que \u00e9 santo no mundo antigo, o dia de s\u00e1bado. Ap\u00f3s superar o formalismo da lei para matar a fome aos que fome tinham, Jesus recorda que nenhuma lei \u00e9 superior \u00e0 miseric\u00f3rdia. O filho do Homem \u00e9 Senhor tamb\u00e9m do s\u00e1bado, e aqueles que duvidam \u00e9 porque ainda n\u00e3o chegaram a entender o \u201cque significa miseric\u00f3rdia em vez de sacrif\u00edcio\u201d (Mt 12,7).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no \u00faltimo momento e gritos do velho mundo, o novo se sobrep\u00f5e com o chamado dos Doze.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 pergunta, sempre desconcertante de onde pormos as nossas esperan\u00e7as, Jesus responde com uma f\u00e9 inabal\u00e1vel na humanidade. F\u00e9 j\u00e1 demonstrada quando escolheu ser um de n\u00f3s! F\u00e9 que demole a antiga concep\u00e7\u00e3o religiosa de salva\u00e7\u00e3o circunscrita nos r\u00edgidos limites das tribos territoriais, que sequestrava a salva\u00e7\u00e3o \u00e0 fortuna do nascimento e \u00e0 heran\u00e7a de coisas superadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 em n\u00f3s, humanos, que reside a esperan\u00e7a! Por isso \u201cchamando doze disc\u00edpulos, Jesus deu-lhes poder para expulsar os esp\u00edritos impuros, curar todo tipo de doen\u00e7a e de enfermidade\u201d, depois recomendou-lhes: \u201cde gra\u00e7a recebestes, de gra\u00e7a deveis dar\u201d (Mt 10).<\/p>\n\n\n\n<p>Juntos, esses tr\u00eas princ\u00edpios atestam, portanto, que o Reino de Deus j\u00e1 come\u00e7ou. Ele est\u00e1 germinando desde aqueles dias e cresce sem parar. A pergunta, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 mais quando vir\u00e1 o Reino de Deus, mas, sim, quando ele se realizar\u00e1 para todos n\u00f3s?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lindomar Rocha MotaBispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO) Enquanto estavam com o Senhor os disc\u00edpulos presenciavam a inaugura\u00e7\u00e3o da maior novidade da hist\u00f3ria. Pressentiam em seus cora\u00e7\u00f5es que a presen\u00e7a de Jesus era o acontecimento do Reino. 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