{"id":12258,"date":"2021-05-20T18:15:59","date_gmt":"2021-05-20T21:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/?p=12258"},"modified":"2021-09-27T12:23:56","modified_gmt":"2021-09-27T15:23:56","slug":"uncao-dos-enfermos-um-sacramento-de-cura-e-alivio-para-nossas-enfermidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2021\/05\/20\/uncao-dos-enfermos-um-sacramento-de-cura-e-alivio-para-nossas-enfermidades\/","title":{"rendered":"Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos: um sacramento de cura e al\u00edvio para nossas enfermidades"},"content":{"rendered":"\n<p>O sofrimento e a doen\u00e7a s\u00e3o inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, por isso \u00e9 miss\u00e3o da Igreja como \u201cM\u00e3e e Mestra\u201d acompanhar seus \u201cfilhos\u201d em todos os momentos de sua exist\u00eancia, principalmente nos momentos de doen\u00e7a. Portanto, a mandato do ap\u00f3stolo S\u00e3o Tiago (5,14-15) \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da Igreja, representada na pessoa de seus presb\u00edteros, ungir os doentes com o santo \u00f3leo dos enfermos e rezar por eles; da\u00ed temos o sacramento da un\u00e7\u00e3o dos enfermos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, ao longo dos s\u00e9culos, a forma de administrar tal sacramento foi variando, a come\u00e7ar pelo seu nome, sendo que at\u00e9 o Conc\u00edlio Vaticano II, em 1962, chamava-se \u201cextrema un\u00e7\u00e3o\u201d desde a \u00e9poca carol\u00edngia. A antiga nomenclatura causava e continua ainda hoje, a trazer um certo temor em meio aos fi\u00e9is, principalmente entre aqueles que n\u00e3o foram bem catequisados; pois estes acabam por associar de maneira equivocada e negativa, a ideia de que este sacramento prepara necessariamente \u00e0 iminente morte do fiel que se encontra enfermo.<\/p>\n\n\n\n<p>A exemplo de Jesus Cristo que sempre teve um carinho todo especial para com os possu\u00eddos, cochos e doentes, a Igreja no seguimento de Cristo tem como miss\u00e3o, deixada pelo Mestre, acompanhar seus membros em todos os momentos de sua exist\u00eancia terrena, principalmente na instabilidade trazida pela doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para transmitir esse cuidado eclesial para com os doentes, a Igreja recebeu do pr\u00f3prio Jesus, um sacramento especialmente destinado aos enfermos, assim como nos diz o ap\u00f3stolo S\u00e3o Tiago: \u201cSe algu\u00e9m dentre v\u00f3s est\u00e1 enfermo? Que chame os presb\u00edteros da Igreja, e estes fa\u00e7am ora\u00e7\u00e3o sobre ele, ungindo-o com \u00f3leo em nome do Senhor. A ora\u00e7\u00e3o feita com f\u00e9 salvar\u00e1 o doente: o Senhor o levantar\u00e1, e se ele tiver pecados, ser\u00e1 perdoado.\u201d (cf. Tg 5,14-15).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3leo \u00e9 \u00fatil e se relaciona com a doen\u00e7a desde a Antiguidade, como nos atesta o Antigo Testamento, basta lermos Is 1,6. O ap\u00f3stolo S\u00e3o Tiago, como j\u00e1 foi mencionado, e tamb\u00e9m o evangelho de S\u00e3o Marcos, narram epis\u00f3dios nos quais os ap\u00f3stolos se valendo do \u00f3leo, ungiam e curavam os enfermos (Cf. Mc 6,13). Portanto, a Igreja herdou dos ap\u00f3stolos o costume de ungir os enfermos com \u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo sacramento \u00e9 composto de dois elementos que unidos entre si formam o pr\u00f3prio sacramento; a saber, mat\u00e9ria e forma. De acordo com o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico vigente, o sacramento da un\u00e7\u00e3o dos enfermos se d\u00e1 mediante a un\u00e7\u00e3o com o \u00f3leo e proferindo as palavras prescritas nos livros lit\u00fargicos. \u00c9 necess\u00e1rio ressaltarmos que na falta do \u00f3leo de oliveira, pode-se usar outro tipo de \u00f3leo, desde que seja de origem vegetal. N\u00e3o tendo \u00f3leo j\u00e1 aben\u00e7oado pelo bispo, o presb\u00edtero mesmo pode aben\u00e7o\u00e1-lo no momento da celebra\u00e7\u00e3o do sacramento.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 pr\u00e1tica cotidiana da maioria dos casos costumeiros em que os sacerdotes s\u00e3o chamados a administrar o sacramento, costuma-se usar o denominado \u201cRito Ordin\u00e1rio\u201d que corresponde ao cap\u00edtulo II do Ritual vigente. Tal rito apresenta v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de celebra\u00e7\u00e3o para a un\u00e7\u00e3o dos enfermos, podendo ser celebrado ou dentro ou fora da Missa, e at\u00e9 mesmo de forma comunit\u00e1ria em grandes reuni\u00f5es de fieis.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos em chamar o sacerdote para administrar o sacramento a um parente ou amigo que se encontra enfermo, infelizmente ainda vemos pessoas que se assustam. A impress\u00e3o que temos \u00e9 de que ainda exista um certo temor de car\u00e1ter supersticioso em rela\u00e7\u00e3o ao sacramento dos doentes, por se tratar de um caso n\u00e3o isolado, mas muito comum entre um n\u00famero significativo dos fi\u00e9is. Consequentemente, \u00e9 indispens\u00e1vel uma abordagem mais cuidadosa acerca do assunto nos diversos \u00e2mbitos de nossa pr\u00e1xis catequ\u00e9tica na tentativa de uma solu\u00e7\u00e3o mais eficaz no que se refere \u00e0 compreens\u00e3o e viv\u00eancia deste sacramento.<\/p>\n\n\n\n<p>A un\u00e7\u00e3o dos enfermos proporciona ao enfermo, a for\u00e7a espiritual e a cura f\u00edsica, se esta for proveitosa, \u00e0 salva\u00e7\u00e3o do mesmo, pois trata-se de um sacramento que confere ao fiel doente a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, contribuindo para o bem do ser humano por inteiro, reanimando-o pela confian\u00e7a em Deus e fortalecendo-o contra as tenta\u00e7\u00f5es e afli\u00e7\u00f5es da morte; de modo que possa n\u00e3o s\u00f3 suportar, mas tamb\u00e9m combater o mal, e conseguir, se for conveniente, a sua salva\u00e7\u00e3o espiritual, a pr\u00f3pria cura. Vale ressaltar que a un\u00e7\u00e3o dos enfermos \u00e9 um, dentre os dois sacramentos chamados de \u201ccura\u201d pela doutrina cat\u00f3lica, por isso este sacramento proporciona tamb\u00e9m, em \u00faltimo caso, o perd\u00e3o dos pecados e a consuma\u00e7\u00e3o da reconcilia\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a partir de Cristo, chagado e sofrido, Ele que \u201ctomou sobre si nossas enfermidades\u201d, na condi\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os, somos convidados a refletir sobre a enfermidade como espa\u00e7o, n\u00e3o em sentido geogr\u00e1fico, mas espa\u00e7o no sentido existencial, de salva\u00e7\u00e3o e encontro com o Senhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Pe. Jo\u00e3o Mariano da Silva Netto<\/strong><br>P\u00e1roco da Par\u00f3quia S\u00e3o Pedro, em Aren\u00f3polis<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sofrimento e a doen\u00e7a s\u00e3o inerentes \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana, por isso \u00e9 miss\u00e3o da Igreja como \u201cM\u00e3e e Mestra\u201d acompanhar seus \u201cfilhos\u201d em todos os momentos de sua exist\u00eancia, principalmente nos momentos de doen\u00e7a. Portanto, a mandato do ap\u00f3stolo S\u00e3o Tiago (5,14-15) \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da Igreja, representada na pessoa de seus presb\u00edteros, ungir os<span class=\"read-more arrow\"><a href=\"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/2021\/05\/20\/uncao-dos-enfermos-um-sacramento-de-cura-e-alivio-para-nossas-enfermidades\/\" title=\"Read More\">&rarr;<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12260,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ub_ctt_via":"","footnotes":""},"categories":[242],"tags":[241,236],"class_list":{"0":"post-12258","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-artigos","8":"tag-artigo","9":"tag-sacramentos"},"featured_image_src":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Banners-1.jpg","author_info":{"display_name":false,"author_link":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/author\/lucas\/"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12258"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12263,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12258\/revisions\/12263"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.diocesesaoluis.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}